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O grande desafio da educação não presencial no CEPLM!

Publicado em 12/05/2020 às 10:05 - Atualizado em 12/05/2020 às 10:25

O Centro Educacional Padre Luis Muhl (CEPLM) de Flor do Sertão está vazio e silencioso em pleno mês de maio. As normativas que determinaram a suspensão das aulas a partir do dia 18 de março geraram uma situação inédita e altamente desafiadora a todos os envolvidos na Educação: professores, alunos, pais e responsáveis, direção e equipe pedagógica, além dos demais servidores. “De repente, fomos colocados em uma situação totalmente nova em que nosso tradicional método pedagógico não serve, exigindo abertura e disposição para inovar processos e formas de atuar”, reconhece a diretora Geni Rissi Bortolini, apontando o atual momento como uma oportunidade para o crescimento: “é a hora de colocar em prática o método de aprendizado colaborativo, envolvendo pais, alunos, professores, direção e todos os agentes do processo educacional”.

A complexidade da situação se acentua ante à necessidade de garantir o que está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, conforme aponta a Secretária de Educação, Maria Lúcia Freiberger: “a preocupação é garantir os padrões básicos de qualidade do ensino, bem como a igualdade no acesso ao conhecimento; para isso, os profissionais da educação do município estão empenhados, dando seu melhor para que sejam alcançados os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento das competências estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para cada período”. Readequar o planejamento, sem fugir do objetivo proposto pela BNCC, é o grande desafio, segundo o professor de educação física, Clevio Pereira: “é uma realidade nova, que nos exige repensar estratégias, recriar e adequar as atividades com novas ferramentas, pois em casa os alunos não têm os materiais que temos à disposição na escola”.

A principal ferramenta virtual utilizada para as “aulas” é o WhatsApp, por meio do qual, através de textos, imagens, áudios e vídeos, os professores dão as orientações e enviam as lições e os alunos, geralmente com ajuda dos pais, retornam as atividades. Os alunos cujas famílias não fazem uso dessa ferramenta recebem os materiais impressos. Para Clarice Zoto Ramos, mãe do aluno Flávio, é uma situação complicada também para os pais, que precisam fazer o papel dos professores em casa: “precisamos dar o nosso melhor para ajudar os filhos; e contamos com a ajuda dos professores, que são bem prestativos para tirar dúvidas; com empenho e paciência vamos nos adequando”. Essa cooperação entre professores e família é fundamental neste momento, como reconhece a Diretora de Educação Infantil, Sandra Merlo. “É uma fase de incertezas, que exige empenho e colaboração de todos os envolvidos para não comprometer a aprendizagem dos alunos; a falta de acesso à internet ou a pouca intimidade com ela em boa parte das famílias aumenta o desafio; mas estamos nos esforçando para dar suporte aos pais, que agora cumprem o papel de professores em casa”, conclui a diretora.


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